Solidao


Na fria tumba da solidão
entre os ressequidos ossos da recordação
jaz uma vida e um coração
na infortuna luta pela valorização

O que agora preende-se a um caixão
ja foi uma canção
cantada e ouvida com emoção
oferecida como percioso galardão
a quem nem merece salvção

A metamorfose da contradição:
a noite,que ousava trazer satisfação e paixão
agora traz solidão, escuridão e visão
Visão da triste realidade de estar em solidão em plena multidão
De morrer em antecipação
por aquele amor grandão

ão,ão,ão são os gritos desesperados
de um coração apaixonado
por um amor otário
que não merece ser acariciado

Se amar é sofrer
Se amar é querer até morrer
Se é a artística mistura
do querer sem cura
e o gostar da loucura
Então eu amo

Como fruto desse amor
a vida já é uma isípida sepultura
onde jazem antequeridos e recordações
E eu?A lapide escultural
com uma frase
fenominal
por onde se esconde 
os ossos e as imundícias
das ingratas  relíqias

que  insistimos em prestar adoração

Oh!! quão pesado é amar aqueles que não tem valor!
Oh!Quanto sonhamos com um verdadeiro amor!
Sei, nao sei ou já nao sei o que é realmente amor
Imploro ensina-me amar
Dalva...

Manuel Filipe Pina


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